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    Home»ECONOMIA»Milho pode superar soja no Brasil, mas custos ameaçam safra 2026/27
    ECONOMIA

    Milho pode superar soja no Brasil, mas custos ameaçam safra 2026/27

    O Brasil registrou um salto expressivo na produtividade do milho nas últimas décadas e já projeta um cenário em que o cereal possa até superar a soja como principal cultura agrícola do país. Apesar do potencial de expansão, representantes do setor alertam para os desafios do ciclo 2026/27, marcado por custos elevados de produção, juros altos e dificuldades no acesso ao crédito rural.

    Na década de 1970, a produtividade média do milho no país girava em torno de 30 sacas por hectare. Atualmente, o índice chega a cerca de 200 sacas por hectare. O avanço representa um crescimento de aproximadamente 500% na produção nacional, enquanto a área cultivada aumentou cerca de 80% no mesmo período.

    Para o diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, o Brasil poderá produzir, no futuro, até três vezes mais milho do que soja.

    “Existem cerca de 2 milhões de produtores cultivando para um mercado em expansão. O crescimento do etanol de milho é decisivo para impulsionar o setor. Hoje, apenas uma empresa do segmento já consome aproximadamente 12% de todo o milho produzido no Brasil”, afirmou.

    O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou que o milho deixou de ocupar posição secundária dentro das propriedades rurais.

    “Hoje, o milho ganhou a mesma importância da soja. A cultura ajuda a diluir os custos fixos da propriedade e aumenta a viabilidade do negócio. Quanto mais milho produzimos, mais as contas fecham”, declarou.

    Apesar das perspectivas positivas, o setor demonstra preocupação com a próxima safra. Entre os principais fatores apontados estão o aumento no custo dos fertilizantes, a queda nos preços das commodities agrícolas e os entraves logísticos provocados por tensões internacionais.

    O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, avalia que não deve haver redução significativa na área plantada, mas sim retração nos investimentos em tecnologia.

    “A maior dificuldade está nos preços e na disponibilidade de fertilizantes, o que pode impactar a próxima safra. Não acredito em diminuição de área, mas sim em uma redução do nível tecnológico empregado pelo produtor”, avaliou.

    A senadora Tereza Cristina também alertou para os impactos das crises internacionais sobre o agronegócio brasileiro.

    “Estamos convivendo com duas guerras simultaneamente. A primeira, há quatro anos, já afeta os fertilizantes. Agora, no Oriente Médio, além dos fertilizantes, a logística internacional também sofre impactos, com cargas paradas no Estreito de Ormuz. As commodities estão em baixa, o dólar recua e os insumos sobem. É uma verdadeira tempestade perfeita para a agricultura”, afirmou.

    As críticas também recaíram sobre o atual modelo de financiamento rural. Segundo Tereza Cristina, os juros elevados têm dificultado novos investimentos no campo.

    “Os juros não cabem mais no bolso do produtor rural. Precisamos discutir um novo formato para o Plano Safra, porque o modelo atual já não atende às necessidades do agro”, pontuou.

    O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, afirmou que o sistema atual está defasado diante do tamanho da produção agrícola brasileira.

    “O modelo do Plano Safra não acompanha mais a dimensão do agro nacional. Hoje, menos de 20% do financiamento do setor vem do custeio do Tesouro Nacional”, declarou.

    Segundo Luiz Pedro Bier, produtores de Mato Grosso enfrentam dificuldades para renegociar dívidas e retomar investimentos.

    “O produtor mato-grossense está mais endividado do que nunca. O problema não é a falta de dinheiro, mas a ausência de garantias de pagamento. O produtor não consegue refinanciar suas dívidas e a engrenagem travou. Precisamos criar alternativas para fazer essa roda voltar a girar”, afirmou.

    Tereza Cristina acrescentou que boa parte do endividamento do setor está concentrada no sistema bancário e criticou as taxas de juros praticadas atualmente.

    “O produtor rural está endividado e cerca de um terço desse passivo está nos bancos. Há recursos disponíveis no mercado, mas tomar crédito com juros de 18% é uma insanidade”, concluiu.

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