Banner
Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    domingo, 19 abril
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    ANUNCIE
    • INÍCIO
    • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    • BRASIL
    • CIDADES
    • CULTURA
    • ECONOMIA
    • ESPORTE
    • MUNDO
    • Municípios
    • Política
    • SAÚDE
    • Turismo
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    Home»SAÚDE»Menino de 9 anos morreu após 7 atendimentos e chegou à Santa Casa com tubo mal fixado, revela documento
    SAÚDE

    Menino de 9 anos morreu após 7 atendimentos e chegou à Santa Casa com tubo mal fixado, revela documento

    O g1 teve acesso ao documento que autorizou o encaminhamento do corpo de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). O registro, emitido pela Santa Casa, indica que o menino deu entrada na unidade com um tubo de respiração mal fixado.

    Antes de morrer, João Guilherme passou por diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Campo Grande em busca de atendimento. O primeiro atendimento ocorreu no dia 2 de abril, e a morte foi registrada na terça-feira (7).

    A guia obtida pela reportagem é o documento oficial que autoriza a realização de exames periciais. Nela constam informações como identificação da vítima, circunstâncias da morte e dados clínicos. A partir desse registro, são realizados procedimentos como a necropsia, essencial para determinar a causa da morte e subsidiar eventuais investigações.

    Segundo o documento, o menino foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e chegou à Santa Casa já em estado grave. O registro aponta que o tubo de respiração estava mal fixado, o que sugere que a entubação foi realizada ainda em uma UPA.

    A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pelas UPAs, informou em nota que o caso está sendo investigado. De acordo com a pasta, a apuração é feita com base em prontuários e registros médicos, e, caso sejam identificadas falhas ou desvios de conduta, as medidas cabíveis serão adotadas.

    O documento também detalha que o quadro de saúde do menino se agravou rapidamente. Dias antes, ele havia sofrido um trauma na perna, diagnosticado como fratura, com imobilização do membro. Já na noite de 6 de abril, deu entrada na UPA Universitário com sinais preocupantes, como baixa oxigenação, alteração do nível de consciência e extremidades arroxeadas, sendo necessário realizar a entubação.

    Durante o atendimento, foi identificada grande quantidade de sangue nas vias aéreas. Quando a equipe do Samu chegou para a transferência, o paciente já estava em parada cardiorrespiratória, momento em que foi constatada a fixação inadequada do tubo.

    Os socorristas iniciaram manobras de reanimação e conseguiram restabelecer os batimentos cardíacos. O menino foi então encaminhado à Santa Casa, onde chegou por volta de 0h10, entubado e sob medicação.

    Na unidade hospitalar, o estado permaneceu crítico. A equipe realizou novos procedimentos, incluindo a preparação para troca do tubo, mas o paciente sofreu novas paradas cardíacas e passou por oito ciclos de reanimação. Apesar dos esforços, ele apresentava sangramento ativo pelas vias aéreas e não reagia aos estímulos. A morte foi confirmada à 1h05.

    O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande. A apuração está a cargo da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que busca identificar se houve falhas no atendimento.

    A família denuncia negligência médica. Segundo relatos, em um intervalo de seis dias, João Guilherme passou por sete atendimentos em diferentes unidades, incluindo as UPAs Tiradentes e Universitário, além da Santa Casa. Na maioria das vezes, ele foi medicado e liberado, mesmo com a evolução dos sintomas.

    Além da dor no joelho, o menino passou a apresentar dores no peito, inicialmente atribuídas à ansiedade. Na véspera da morte, surgiram sinais mais graves, como manchas roxas pelo corpo, palidez, falta de ar e episódios de desmaio.

    Familiares afirmam que exames mais detalhados não foram realizados no início e que houve demora no atendimento quando o quadro se agravou. O presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul, Valdemar Moraes, apontou indícios de falhas, destacando a ausência de exames como tomografia e raio-x em tempo adequado.

    A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada e depende do resultado da necropsia solicitada pela Polícia Civil. Durante os atendimentos, chegou a ser levantada a suspeita de um coágulo.

    Além da DEPCA, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) e o Conselho Municipal de Saúde acompanham o caso para apurar possíveis responsabilidades.

    A morte foi registrada como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    © 2026 Direitos reservados Politica Alagoana. Desenvolvido por MOBOX TECNOLOGIA

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.