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    Home»BRASIL»“Medida didática”: Paulo e Rodrigo exoneram ex-aliados após rompimento
    BRASIL

    “Medida didática”: Paulo e Rodrigo exoneram ex-aliados após rompimento

    O governo de Alagoas iniciou a exoneração de indicados do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) na estrutura da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) e no gabinete da vice-governadoria. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial após a aliança de Lessa com o PSDB, consolidando o rompimento político com o governador Paulo Dantas.

    Interlocutores do governo classificam a decisão como uma “medida didática” e manda um rcado. Não há mais espaço para indicações de um aliado que deixou o grupo. Mais de 80 comissionados, além de contratados, que totalizariam mais de 100 indicações, foram afastados.

    Na prefeitura de Maceió, o movimento segue a mesma lógica. A caneta do prefeito carrega a mesma tinta, quando se trata de rompimento político. O grupo de Rodrigo Cunha também vem promovendo exonerações de indicados de ex-aliados políticos que romperam ou deixaram de acompanhar o novo alinhamento.

    O padrão não é novo. Vereadores que se afastaram da base perderam espaço na estrutura da prefeitura. Foi o caso de Galba Netto. O mesmo ocorreu com indicações ligadas ao deputado federal Alfredo Gaspar, que tinha influência na área da saúde. Profissionais vinculados à pasta, inclusive com contratos temporários, foram exonerados ou afastados.

    Situação semelhante atingiu indicados de lideranças como os deputados federais Marx Beltrão e Fábio Costa, além do deputado estadual Cabo Bebeto. Em comum, todos perderam espaço após rompimento político ou por não acompanharem mudanças partidárias recentes.

    No caso de Lessa, o efeito é imediato no governo estadual, mas com compensação política em outro polo. Interlocutores do grupo de Rodrigo Cunha afirmam que o vice-governador terá espaço na gestão municipal para acomodar aliados do vice-governador que deixam o governo.

    Há, inclusive, a possibilidade de indicação para a Secretaria de Educação de Maceió, ainda não confirmada. O acordo político em discussão prevê que os indicados desse grupo permaneçam na estrutura da prefeitura ao menos até outubro.

    Fonte: Blog do Edivaldo Júnior

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