A janela partidária em Alagoas terminou com uma virada de última hora que redesenhou o mapa político da Assembleia Legislativa. No apagar das luzes, o MDB ampliou ainda mais sua bancada e consolidou uma maioria expressiva. Para entrar na “onda”, o partido passa a ter uma bancada “gigante” – literalmente.
Além da filiação já confirmada da deputada Gabi Gonçalves, o MDB também recebeu na última hora o deputado Chico Tenório, que também era filiado ao PP, a exemplo dela. Ele anunciou a mudança nas redes sociais neste sábado (04/04) após convite do presidente da Casa, Marcelo Victor.
“Atendendo ao convite do amigo e grande líder, o presidente Marcelo Victor, confirmo minha caminhada para as eleições de 2026 pelo MDB. Uma parceria construída ao longo de muitos anos, baseada no respeito, no diálogo e, principalmente, no trabalho pelo nosso povo”, disse Tenório.
O resultado? O MDB passa a contar com 17 dos 27 deputados estaduais — uma bancada considerada “gigante” para os padrões locais, com ampla capacidade de influência interna, representando mais de 62% do total de cadeiras da Casa.
Outro fato que chama a atenção é que Chico, até então, era um dos mais entusiasmados com a eventual candidatura de JHC ao governo. Era. No MDB, vai de Renan Filho.
O movimento altera os números apresentados inicialmente e consolida o MDB como principal força política da Assembleia.
Veja o novo cenário:
MDB – 17 deputados
Alexandre Ayres, Marcelo Victor, Flávia Cavalcante, Cibele Moura, Carla Dantas, Ricardo Nezinho, Dr. Wanderley, Fátima Canuto, Remi Calheiros, Dudu Ronalsa, Inácio Loiola, Gilvan Barros Filho, Galba Novais, Lelo Maia, Gabi Gonçalves, André Silva, Chico Tenório
Federação União Progressista (PP/União) – 5 deputados
Antônio Albuquerque, Fernando Pereira, Rose Davino, Mesaque Padilha, Delegado Leonam
Federação Brasil (PT/PV/PCdoB) – 4 deputados
Ronaldo Medeiros, Silvio Camelo, Breno Albuquerque, Marcos Barbosa
PL – 1 deputado
Cabo Bebeto
Sem representação: Republicanos e Solidariedade
Quem mudou de partido:
André Silva
Antônio Albuquerque
Breno Albuquerque
Lelo Maia
Gabi Gonçalves
Marcos Barbosa
Chico Tenório
O impacto é imediato.
Com 17 parlamentares, o MDB amplia seu controle sobre a estrutura interna da Assembleia, incluindo comissões e espaços estratégicos. A federação União Progressista, por outro lado, sofre a maior perda proporcional, caindo de sete para cinco deputados.
Já a federação Brasil dobra de tamanho, passando de dois para quatro parlamentares, ganhando fôlego na disputa proporcional.
Outro dado relevante é o esvaziamento completo de duas siglas: Republicanos e Solidariedade deixam de ter representação na Casa.
Fonte: Blog de Edivaldo Junior

