O deputado federal e produtor executivo Mario Frias (PL SP) saiu em defesa da integridade financeira do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em declarações recentes, o parlamentar assegurou que todos os gastos da produção estão devidamente documentados, afirmando que até o cafezinho possui nota fiscal. Segundo Frias, a estrutura do projeto foi desenhada para garantir total lisura, utilizando um fundo patrimonial exclusivo nos Estados Unidos para custear a produção norte americana sob rígidas regras de auditoria.
O produtor rebateu as especulações de que os recursos teriam sido desviados para o ex deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA. Frias esclareceu que a associação ocorreu apenas porque o administrador do fundo é o advogado Paulo Calixto, que prestou serviços de migração para Eduardo, mas reforçou que os valores são geridos estritamente para as necessidades do longa metragem. Sobre a polêmica envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o deputado explicou que o investimento foi realizado por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, o que justifica a ausência da assinatura direta do banqueiro nos documentos da produtora.
Mario Frias também justificou o uso de termos de confidencialidade para proteger os demais investidores de possíveis perseguições e bloqueios judiciais no Brasil. Ele enfatizou que a estratégia de criar um fundo internacional e produzir a obra nos moldes de Hollywood foi uma decisão deliberada para viabilizar os pagamentos no exterior e evitar interferências políticas internas. Para o parlamentar, trata se de um filme americano que narra uma história brasileira, estruturado para resistir a qualquer tentativa de inviabilização do projeto.

