A esperada reeleição de Marcelo Victor para a presidência do Legislativo Estadual trouxe de volta Chico Tenório para um dos principais cargos da Mesa Diretora.
E eu avalio que a mudança na primeira-secretaria da Assembleia – que surpreendeu a muita gente do meio – já estava decidida desde a primeira eleição de Marcelo Victor para presidente da Casa de Tavares Bastos.
Paulo Dantas, eis o acordo, ficaria no posto durante dois anos, cedendo a caneta poderosa de primeiro-secretário a Chico Tenório no segundo mandato. E foi o que aconteceu.
No mais, tudo dentro do previsível.
Objetivamente: por mais dois anos, a contar de fevereiro de 2021, Marcelo Victor permanecerá na condição de fantasma do Palácio República dos Palmares – a assombrar Calheiros e calheiristas.
Renan Filho sempre disse que “Marcelo Victor é um amigo do governo”. Ele sabe o quanto esta afirmação tem de verdade – e o contrário.
O presidente da Assembleia é uma rara tradução da média dos seus pares assim como foi Celso Luiz, hoje esquecido no Sertão alagoano.
MV, entretanto, se não deixar a vaidade e o poder acumulado subirem à cabeça, pode ir mais longe no poder local – ou, simplesmente, viver a vida nababesca e descansada de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas.
O governador tem sempre de lembrar-se do presidente da Assembleia quando pensar no seu futuro político. Afinal, ele tentou passar uma rasteira em MV, lá em janeiro de 2019. Não conseguiu e ninguém garante que seu “amigo-irmão” esqueceu o (quase) feito.
É verdade que Filho ainda espera o retorno de Luciano Barbosa, “arrependido e pedindo pra ficar”, o que me parece improvável – apesar de não ser impossível.
Mas talvez seja prudente avaliar o estrago que pode fazer a dupla Marcelo e Luciano.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

