O pastor Silas Malafaia reagiu nesta segunda-feira (12) às declarações feitas pelo ator Wagner Moura durante a coletiva de imprensa do Globo de Ouro 2026, realizada no domingo (11), em Los Angeles, nos Estados Unidos. As falas do artista, que criticaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), motivaram ataques verbais do líder religioso nas redes sociais.
Após vencer o prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto, Wagner Moura afirmou que Bolsonaro representa uma herança autoritária ligada à ditadura militar e classificou o ex-presidente como fascista ao comentar o cenário político recente do Brasil.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Malafaia respondeu com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ofensas pessoais ao ator, a quem chamou de “artista cretino”. O pastor também ironizou o financiamento público destinado à cultura e afirmou que os recursos seriam usados como forma de propaganda governamental.
A reação ocorreu poucas horas após a cerimônia e ganhou repercussão nas redes sociais. Para Malafaia, o posicionamento político do ator não condiz com a realidade do país, e o religioso criticou o que classificou como privilégio ao setor cultural.
Durante a coletiva, Wagner Moura defendeu a importância de produções artísticas que revisitem o período da ditadura militar brasileira. Segundo ele, o tema continua atual e precisa ser debatido, pois ainda impacta a sociedade. O ator afirmou que os acontecimentos recentes demonstram que o autoritarismo segue presente no cotidiano político do país.
O diretor Kleber Mendonça Filho, responsável por O Agente Secreto, também fez críticas ao ex-presidente Bolsonaro durante o evento. Ele afirmou que o cinema pode ser uma ferramenta para expressar insatisfações sociais e refletir sobre os rumos políticos do Brasil.
Após a premiação, setores ligados à direita passaram a minimizar o impacto das conquistas do filme e do ator, questionando o uso de recursos públicos na produção. O longa recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio de incentivo da Ancine, aprovado em 2024. O projeto também contou com financiamentos de governos europeus e investimentos privados.

