O audiovisual brasileiro perdeu, neste domingo (12), o roteirista alagoano Tairone Feitosa, que faleceu aos 83 anos, em Delmiro Gouveia, vítima de câncer de pulmão.
Com uma trajetória de mais de cinco décadas, Feitosa se destacou como um dos nomes sensíveis na construção de narrativas voltadas à identidade nacional. Ao longo da carreira, colaborou em produções marcantes do cinema brasileiro, como O Homem da Capa Preta, Luzia-Homem e O Veneno da Madrugada, além de trabalhos para a televisão, a exemplo da minissérie Rabo de Saia.
Reconhecido pela forma como retratava o sertão e a cultura popular, trabalhou ao lado de diretores de destaque, como Ruy Guerra e Walter Lima Jr., contribuindo para obras que dialogam com a realidade social e cultural do país.
Mesmo com o reconhecimento no cenário nacional, Tairone Feitosa manteve vínculos com sua terra natal, onde viveu e também se dedicou à formação de novos roteiristas na região Nordeste.
O autor deixa quatro filhos e um legado marcado pela valorização das raízes brasileiras na produção audiovisual, com contribuições relevantes para o cinema e a televisão.

