O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, segundo nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O levantamento, porém, mostra um avanço significativo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que reduziu a distância em relação ao petista e tornou o cenário mais competitivo.
Nos cenários de primeiro turno, Lula aparece com percentuais entre 35% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro varia de 29% a 33%. No quadro mais acirrado, o presidente registra 39% contra 35% do senador, diferença que, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configura empate técnico no limite.
Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados — Lula soma 19% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro aparece com 10% e o ex-presidente Jair Bolsonaro registra 2%. O índice de indecisos é elevado e chega a 65%, indicando que o cenário eleitoral ainda está em formação.
Em simulações de segundo turno, Lula também lidera em todos os sete cenários testados, com desempenho entre 42% e 44%. Flávio Bolsonaro se consolida como o principal adversário do petista. Já os eleitores indecisos variam de 2% a 4%, enquanto brancos, nulos e os que dizem não votar oscilam entre 17% e 27%.
O levantamento aponta ainda um alto nível de rejeição aos dois principais nomes da disputa, evidenciando o grau de polarização do eleitorado. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados afirmam conhecer Lula, mas não votariam nele. Entre Flávio Bolsonaro, o índice é de 55%. Entre eleitores que se declaram independentes, a rejeição é ainda maior: 64% dizem não votar em nenhum dos dois.
Entre os demais nomes avaliados, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), apresenta rejeição de 40% e surge como o nome com maior potencial de crescimento fora da polarização, com 23% dos entrevistados afirmando que o conhecem e votariam nele. Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD) registram rejeições próximas, em torno de 35%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00249/2026.
Em comparação com a rodada anterior, divulgada em janeiro, a vantagem de Lula diminuiu no cenário mais fragmentado, impulsionada pelo crescimento de Flávio Bolsonaro, que avançou seis pontos percentuais em um mês. O novo retrato indica que, a mais de um ano da eleição, a disputa permanece em aberto, marcada por forte polarização e altos índices de rejeição.

