O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará por 15 sessões de radioterapia superficial preventiva ao longo das próximas três semanas, conforme informado pelo Hospital Sírio Libanês. O procedimento médico foi indicado pela equipe de especialistas como um tratamento complementar após a cirurgia de remoção de um carcinoma basocelular na região do couro cabeludo, realizada no mês de abril.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pela instituição hospitalar, o chefe do Executivo federal poderá manter integralmente a sua rotina de atividades diárias ao longo do período do tratamento, sem qualquer tipo de restrição prevista até o momento pelos médicos. O tumor retirado do presidente foi classificado como um carcinoma basocelular, que é apontado na medicina como o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele. Especialistas na área destacam que essa modalidade de lesão possui uma evolução de crescimento bastante lenta e apresenta baixíssima probabilidade de metástase, estando frequentemente associada à exposição solar acumulada durante a vida.
A divulgação sobre a necessidade desse tratamento complementar ocorre mais de um mês após a realização da intervenção cirúrgica. Até então, os boletins médicos oficiais publicados anteriormente sobre o estado de saúde do presidente não haviam feito menção à obrigatoriedade de sessões de radioterapia após o procedimento de retirada da lesão na cabeça.

