Em entrevista exclusiva concedida ao jornal norte-americano The Washington Post, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou os desdobramentos de sua recente agenda bilateral com Donald Trump nos Estados Unidos. O petista tratou com naturalidade a proximidade histórica entre o líder da Casa Branca e o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando de maneira enfática que não atua para interferir no alinhamento da direita. Lula pontuou que nunca pediria para Trump deixar de gostar de Bolsonaro, completando que não precisa fazer esforço para que o norte-americano saiba que ele é melhor que o antecessor, pois o líder dos EUA já tem essa clareza.
A publicação internacional destacou que o panorama político brasileiro e as recentes medidas econômicas de alívio popular devem impulsionar a imagem de Lula no plano doméstico. O texto do periódico também relembrou os movimentos dos filhos de Bolsonaro no exterior, citando as investidas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para pautar narrativas de perseguição política, além das polêmicas financeiras recentes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
No campo da geopolítica regional, o presidente brasileiro minimizou os temores de uma eventual intervenção militar ou econômica dos Estados Unidos na América Latina, diante do recrudescimento das ações de Washington contra os governos da Venezuela e de Cuba. Ao analisar a proposta de classificar facções criminosas latinas como organizações terroristas estrangeiras, Lula ponderou que a estratégia isolada não soluciona o tráfico e garantiu que tais medidas de força não atingirão o Brasil.

