O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar o advogado-geral da Petrobras, Wellington Lima e Silva, para comandar o Ministério da Justiça após a saída de Ricardo Lewandowski, confirmada na semana passada. Nos bastidores, ele é visto como um nome de perfil técnico e jurídico, com pouca atuação na articulação política no Congresso.
Próximo de Lula e do núcleo central do Planalto, Wellington já ocupou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre janeiro de 2023 e agosto de 2024. Nesse período, foi responsável pela análise jurídica de decretos, portarias e projetos do Executivo, consolidando bom trânsito no alto escalão do governo, especialmente com o ministro Rui Costa.
A trajetória de Wellington inclui uma breve passagem pelo próprio Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, quando permaneceu apenas 11 dias no cargo. A saída ocorreu após o STF apontar a necessidade de exoneração prévia do Ministério Público da Bahia, ao qual ele era vinculado na época.
Mesmo após o episódio, o advogado manteve prestígio nos meios jurídicos e políticos, chegando a ser citado como possível nome para o Supremo Tribunal Federal. A eventual nomeação acontece em meio a debates internos sobre uma possível divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como parte de uma reorganização ministerial prevista para o início de 2026.

