O vice-prefeito de Maceió e presidente do Podemos em Alagoas, Rodrigo Cunha, acredita que o prefeito JHC pode liderar um projeto majoritário em Alagoas com apoios além de uma única sigla partidária.
A avaliação foi feita em declaração ao Blog do Edivaldo Júnior, em meio ao embate político envolvendo o PL e o deputado federal Arthur Lira (PP).
Para Cunha, o diferencial de JHC está na construção de uma liderança própria, baseada em diálogo, entrega e credibilidade. “O mais importante nesse momento é reconhecer que o prefeito JHC construiu, ao longo do tempo, uma liderança que vai além de partido. Ele tem diálogo, entrega e credibilidade, e isso naturalmente amplia o arco de alianças”, afirmou.
A fala ganha peso no atual contexto político. Mesmo diante da saída do PL, JHC não aparece isolado. Pelo contrário. A leitura é de que o prefeito pode compensar a perda de estrutura partidária com capital político acumulado ao longo dos últimos anos.
Rodrigo Cunha foi além ao sinalizar que o Podemos acompanha esse movimento e pode integrar esse projeto. “O Podemos, assim como outras legendas, acompanha esse movimento com responsabilidade e espírito público. Em uma eventual candidatura majoritária, o que vai pesar não é só a sigla, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto que dê certo para Alagoas”, disse.
A declaração reforça uma aliança que vem sendo construída desde 2018, quando os dois percorreram Alagoas em uma campanha que fugiu ao padrão tradicional e resultou na reeleição de JHC como deputado federal e na eleição de Cunha para o Senado.
Essa parceria se manteve ao longo dos anos e foi fortalecida em 2024, quando Rodrigo tomou uma decisão incomum: deixou o Senado para ser candidato a vice-prefeito na chapa de JHC. O movimento foi interpretado, desde o início, como parte de um projeto político mais amplo.
Agora, esse projeto começa a se desenhar com mais clareza. Em um cenário de candidatura de JHC ao governo, Rodrigo assumiria a prefeitura de Maceió e passaria a ter papel estratégico na condução política da capital.
Mais do que isso.
Se tornaria peça central na articulação de uma eventual campanha estadual, seja ao governo ou ao Senado. Pela posição institucional, pela capilaridade política e pela relação construída com o prefeito, seu apoio é considerado decisivo.
Se em 2022 JHC apoiou Cunha ao governo, em 2026 o movimento pode ser inverso. E, desta vez, com o prefeito no centro do projeto político para Alagoas. Mas essa é outra história.
Fonte: Blog de Edivaldo Junior

