O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apontou queda de 0,2% da economia brasileira em dezembro na comparação com novembro. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (19/1).
No mês anterior, a economia havia registrado avanço de 0,7% em relação a outubro. Já no acumulado do trimestre, houve crescimento de 0,4%. Para chegar aos resultados, o BC aplicou ajuste sazonal — metodologia que elimina efeitos típicos de determinadas épocas do ano para permitir comparações mais precisas entre períodos diferentes.
Na análise por setores em dezembro, a agropecuária teve alta de 2,3% e a indústria cresceu 0,3%. Em contrapartida, o setor de serviços recuou 0,3%.
Na comparação com dezembro de 2024, o indicador apresentou alta de 3,1%, sem ajuste sazonal.
No acumulado de 2025, o IBC-Br aponta crescimento de 2,5% frente a 2024. Apesar do avanço, o resultado mostra desaceleração em relação ao ano anterior, quando a economia havia crescido 3,7% — o que confirma uma perda de ritmo da atividade econômica.
O Ministério da Fazenda projeta expansão de 2,3% para 2025, estimativa semelhante à do Banco Central. Já a maior parte das previsões do mercado financeiro é mais conservadora que a do governo.
Especialistas apontam que a desaceleração da economia neste ano está relacionada ao nível elevado dos juros e ao patamar atual da inflação, fatores que continuam sendo motivo de atenção para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para 2026, analistas consultados pelo Banco Central no relatório Focus estimam crescimento de 1,8%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta alta de 1,6%. Já o Ministério da Fazenda mantém expectativa de expansão de 2,3% no próximo ano.

