O Ministério da Fazenda negou que o ministro Fernando Haddad tenha dado qualquer “ultimato” ao Governo do Distrito Federal (GDF) para aporte de R$ 4 bilhões ao Banco de Brasília (BRB) em razão dos negócios envolvendo o Banco Master, atualmente sob investigação. Haddad ressaltou que não é responsável pelo Banco Central e que a Fazenda não regula o sistema financeiro.
Em comunicado oficial, a pasta destacou que Haddad “não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco de Brasília sobre o caso do BRB”. A declaração vem após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (19/1), que afirmava que o ministro teria alertado o GDF sobre a necessidade do aporte sob pena de intervenção.
A Polícia Federal investiga uma suposta fraude de R$ 12 bilhões envolvendo a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB. Além disso, o Banco Central e uma auditoria independente contratada pelo BRB também acompanham os negócios entre as instituições para avaliar possíveis prejuízos.
O BRB, por sua vez, informou que possui um plano de capital caso seja confirmado prejuízo na compra das carteiras do Banco Master. Entre as alternativas avaliadas está o aporte direto do acionista controlador, o GDF, que já teria sinalizado a possibilidade, embora os valores não tenham sido detalhados.
Segundo a instituição, os negócios com o Banco Master somaram cerca de R$ 16 bilhões e seguem sob análise do Banco Central e da auditoria independente da Machado Meyer, com apoio técnico da Kroll. Apesar do cenário, o BRB reforçou que mantém operações normais, garantindo todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento presencial e digital.

