O Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (18/12), a identificação de quatro casos do subclado K da Influenza A (H3N2), variante que vem sendo chamada popularmente de “gripe K”, em território brasileiro. A detecção foi realizada por meio da vigilância genômica da Fiocruz e do Instituto Adolfo Lutz.
De acordo com as autoridades, os casos estão distribuídos da seguinte forma:
- Pará: Um caso importado, identificado em uma mulher estrangeira vinda das ilhas Fiji.
- Mato Grosso do Sul: Três casos que seguem sob investigação para determinar a origem da infecção.
O que é a Gripe K?
Diferente do que o nome pode sugerir, não se trata de um novo vírus ou de uma ameaça de pandemia, mas sim de uma variação genética natural do subtipo H3N2, que já circula globalmente. O alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) ocorreu devido ao aumento atípico de casos e internações no Hemisfério Norte, o que pode antecipar a temporada de gripe no Brasil em 2026.
Sintomas e Prevenção
Os sintomas da gripe K são idênticos aos da gripe comum, incluindo febre alta, dores no corpo, tosse e mal-estar. Especialistas reforçam que a variante tende a ser mais severa apenas em grupos de risco, como idosos e crianças pequenas, mas não há evidências de que seja mais letal que outras cepas.
“A identificação mostra a robustez do nosso sistema de monitoramento. É esperado que o vírus sofra mutações, e o importante é que a vacina do SUS continua sendo eficaz para prevenir casos graves”, destacou o Ministério da Saúde.
A principal recomendação das autoridades de saúde é manter o cartão de vacinação atualizado, uma vez que as campanhas de imunização para 2026 já estão sendo planejadas com cepas atualizadas para garantir maior proteção contra essas novas linhagens.

