O governo brasileiro está em estado de alerta máximo. Ministros e assessores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizam uma reunião de emergência na manhã deste sábado (3), no Palácio do Itamaraty, para discutir a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro anunciada por Donald Trump.
O encontro está marcado para as 10h e deve contar com a participação remota de Lula, que cumpre recesso na base da Marinha em Marambaia (RJ). O presidente já foi formalmente comunicado sobre o anúncio de Trump e avalia se interromperá as férias para retornar imediatamente a Brasília. A princípio, o petista só pretendia retomar a agenda oficial na próxima segunda-feira (6).
O clima no governo é de apreensão quanto à estabilidade da América do Sul. O Itamaraty busca confirmar a veracidade e a extensão da operação norte-americana antes de emitir um posicionamento oficial. A principal preocupação gira em torno da segurança das fronteiras brasileiras em Roraima e o risco de um fluxo migratório em massa e descontrolado nas próximas horas.
Internamente, auxiliares de Lula debatem o tom da resposta diplomática. Enquanto setores mais à esquerda do governo pressionam por uma condenação enfática à invasão estrangeira, a ala pragmática sugere cautela para evitar um confronto direto com a gestão Trump logo no início do ano. A reunião deste sábado será decisiva para definir se o Brasil manterá a neutralidade ou se assumirá um papel de mediador na crise que redesenha a geopolítica do continente.

