O governo federal estabeleceu prazo de 48 horas para que as distribuidoras Ipiranga, Raízen e Vibra Energia expliquem o recente aumento nos preços dos combustíveis. A Vibra, que tem forte atuação em Alagoas, exerce impacto direto sobre os consumidores do estado.
A medida foi tomada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, após identificar reajustes considerados abruptos e generalizados. Há suspeita de aumentos abusivos, já que os preços teriam subido antes mesmo de reflexos mais claros da crise internacional, como o conflito no Oriente Médio.
De acordo com a notificação, as empresas devem apresentar até sábado (21) informações detalhadas sobre volumes comercializados, estoques, pedidos atendidos e critérios de distribuição. Juntas, as três distribuidoras respondem por cerca de 60% do abastecimento nacional, o que amplia o impacto de qualquer reajuste.
Enquanto isso, motoristas em Alagoas já relatam aumento nos preços nos últimos dias, o que acende o alerta de órgãos de defesa do consumidor. A forte presença da Vibra no estado intensifica a preocupação com possíveis práticas abusivas no mercado local.
Paralelamente, o governo também investiga indícios de reajustes simultâneos em diferentes cidades, o que pode indicar formação de cartel, prática ilegal que ainda precisa ser comprovada. O caso foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), enquanto Procons ampliam a fiscalização.
As investigações continuam, e as empresas afirmaram que irão prestar esclarecimentos, destacando fatores como custos de importação, logística e condições de mercado.

