O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (27) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli. A medida havia sido autorizada na última quarta-feira (25) pela CPI do Crime Organizado do Senado.
A decisão atendeu a um pedido apresentado pela própria empresa ao Supremo. Para Gilmar Mendes, a deliberação da CPI ultrapassou os limites do objeto da investigação. Na decisão, o magistrado afirmou que, ao “desbordar do fato determinado para examinar circunstâncias desconexas”, a comissão “desnaturou sua função constitucional, incorrendo em inequívoco desvio de finalidade”.
A Maridt é citada como possível elo entre a família de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e investigado por suspeitas de fraude financeira. A empresa vendeu participações no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), a fundos vinculados ao banco.
Toffoli deixou a relatoria do chamado caso Master no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal mencionavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro. O ministro classificou as referências como “ilações” e negou qualquer vínculo com o empresário ou com seu cunhado, Fabiano Zettel.

