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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Gilmar manda PF investigar espionagem contra secretário de João Campos
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    Gilmar manda PF investigar espionagem contra secretário de João Campos

    2026-02-01T09:41:32-03:000000003228202602

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue “suposto monitoramento indevido” praticado pela Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PC-PE) contra dois funcionários da gestão do prefeito de Recife, João Campos (PSB).

    Em despacho publicado na sexta-feira (30/1), o ministro ainda determina que o Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) interrompa a investigação que vinha sendo conduzida em âmbito estadual.

    A gestão de João Campos acusa agentes da Polícia Civil de terem acompanhado a rotina de Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social do Recife, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, que é assessor municipal.

    A denúncia ocorre meses antes da eleição pelo governo do estado, que deve ter o prefeito João Campos e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) como principais concorrentes.

    O governo de Pernambuco confirmou que uma investigação foi realizada, mas negou que o caso se trate de espionagem contra Gustavo Queiroz Monteiro e o irmão.

    No despacho, Gilmar diz que a investigação contra os aliados de João Campos é marcada por “desvio de finalidade, a ausência de delimitação objetiva e a violação à tese de neutralidade estatal fixada por esta Suprema Corte”.

    “Não se trata, aqui, de apuração dirigida e fundamentada, mas de requisição massiva e horizontal de dados que, por sua abrangência e falta de delimitação, evidencia a prática típica, como dito, de ‘fishing expedition’.” — termo jurídico usado para investigações genéricas que visam encontrar indícios ilícitos. A prática é ilegal no Brasil.

    De acordo com o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, a investigação foi motivada por uma denúncia de recebimento de propina, e o foco da apuração foi um veículo da frota da prefeitura utilizado pelo secretário — não os aliados de Campos.

    O secretário afirmou que se tratava de uma “grave denúncia” feita por um funcionário público do Recife. Disse, no entanto, que o caso não permitia a instauração de um inquérito, mas não poderia ser ignorado.

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