Alvo da Operação Politeia (uma das fases da Lava Jato), o senador Fernando Collor (PROS) deve ser julgado até o final do ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos esta é a expectativa do presidente Luiz Fux.
Ele quer evitar a prescrição do processo. Collor tem 72 anos e os prazos de prescrição caem pela metade, informa Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Em 14 de julho de 2015, agentes federais entraram na Casa da Dinda e levarem veículos de luxo do senador: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini, os dois últimos registrados em nome da empresa Água Branca Participações, sediada em São Paulo, pertence a Collor, ao filho Fernando James e à esposa do senador, Caroline. Depois ele foi denunciado por receber R$ 26 milhões em propina da BR Distribuidora (hoje Vibra Energia), uma das subsidiárias da Petrobrás. Ele sempre negou as acusações.
Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelos ministros do STF Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Em setembro de 2019, Fux e o ministro Edson Fachin arquivaram duas denúncias contra o senador: uma por peculato e outra com base em uma delação da Odebrecht contra Collor.
Motivo do arquivamento era a idade do senador: “Considerando que o último ato criminoso imputado ao investigado ocorreu em outubro de 2010, e que a redução pela metade do prazo prescricional fixa-o em oito anos, houve a extinção da pretensão punitiva estatal em outubro de 2018”.
Já a delação da Odebrecht, concluiu o ministro, não reunia elementos suficientes para incriminar Collor.
Fonte – Repórter Nordeste

