Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o Brasil e voltou a Madri, na Espanha, após permanecer cerca de três semanas no país durante o período das festas de fim de ano. A viagem ocorre em meio às investigações da Polícia Federal que apuram supostos repasses financeiros envolvendo seu nome.
Segundo a apuração, Lulinha é citado em depoimentos relacionados a possíveis transações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores de um esquema de desvios em benefícios previdenciários. De acordo com informações colhidas pela Polícia Federal, há indícios de que o filho do presidente teria recebido cerca de R$ 25 milhões do lobista, além de uma suposta mesada mensal estimada em R$ 300 mil. Os valores ainda estão em fase de apuração.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou publicamente que Lulinha é alvo da investigação, que busca esclarecer a origem dos recursos e eventuais vínculos com o esquema criminoso investigado. Reportagem publicada pelo portal Metrópoles revelou ainda que Lulinha e o lobista teriam viajado juntos para Portugal, com despesas pagas por Antunes.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal também indicariam a realização de entregas no endereço de Lulinha. Em uma delas, datada de outubro de 2024, o lobista teria orientado um funcionário a entregar um “medicamento” no apartamento do investigado, em nome de sua esposa, Renata Moreira.
Sobre o caso, o presidente Lula afirmou que, caso o filho tenha cometido qualquer irregularidade, deverá responder por seus atos. Apesar disso, parlamentares da base governista votaram contra a convocação de Lulinha para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Até o momento, Lulinha não se manifestou publicamente sobre as acusações, não constituiu advogado e não foi localizado para comentar o assunto. As investigações seguem em andamento, sob sigilo parcial.

