A família da modelo Eliza Samudio solicitou acesso a um passaporte em nome dela localizado em Portugal e criticou a repercussão da informação, classificada como uma “crueldade”. O documento foi encontrado na última sexta-feira (2) e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. As circunstâncias que levaram o passaporte ao país ainda não foram esclarecidas.
Maria do Carmo, madrinha do filho de Eliza e representante legal de Sônia Moura, mãe da modelo, afirmou que não há qualquer dúvida de que Eliza está morta. Segundo ela, a divulgação do caso reacende a dor da família.
“Se for um documento original, nós queremos tê-lo. É uma lembrança da Eliza. Se for dela, Sônia tem o direito de receber de volta. Nós não temos paz. É uma crueldade o que fazem com Sônia e Bruninho”, declarou.
Eliza Samudio foi assassinada em 2010. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo crime. Embora o corpo nunca tenha sido encontrado, a Justiça de Minas Gerais expediu a certidão de óbito da modelo em 2013. Eliza tinha 25 anos quando desapareceu, pouco depois de dar à luz um menino, fruto do relacionamento com Bruno.
Maria do Carmo reforçou que a família pretende ter acesso ao passaporte, caso a autenticidade do documento seja confirmada. “Isso não passa de um factoide lamentável em cima da dor de dois seres humanos. Não há qualquer dúvida de que Eliza está morta”, afirmou.
Passaporte localizado em Portugal
De acordo com o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, o passaporte de Eliza Samudio foi encaminhado à representação diplomática. No mesmo dia, foi feita uma consulta oficial ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, para definir o destino do documento. Até o momento, não houve resposta.

