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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Ex-ministro de Lula é deportado do Panamá após interrogatório sobre prisão na ditadura
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    Ex-ministro de Lula é deportado do Panamá após interrogatório sobre prisão na ditadura

    O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Franklin Martins, afirmou ter sido detido e deportado do Panamá na última sexta-feira (6), enquanto fazia conexão no país durante viagem para a Guatemala.

    Segundo Martins, ele desembarcou por volta da 1h da madrugada no Aeroporto Internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, quando foi abordado por dois policiais à paisana, que solicitaram seus documentos. Após a verificação, ele foi levado para uma sala onde passou por um interrogatório.

    De acordo com o relato do ex-ministro, durante a conversa os agentes questionaram principalmente sua prisão ocorrida em 1968, durante a ditadura militar brasileira, quando ele participou de movimentos de oposição ao regime.

    “Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado contra ela durante 21 anos”, afirmou Martins em relato divulgado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

    Após o interrogatório, ele foi impedido de seguir viagem para a Guatemala, onde participaria de um seminário promovido pela iniciativa Reconstruindo Estados de Bem-Estar Social nas Américas, na Universidade Rafael Landívar. Segundo o ex-ministro, ele acabou sendo colocado em um voo de volta ao Brasil por volta das 14h do mesmo dia.

    Protesto da ABI

    A Associação Brasileira de Imprensa divulgou uma carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil questionando a condução do episódio. A entidade afirma que o jornalista foi detido sem explicações e sem poder se comunicar com a Embaixada do Brasil, classificando a situação como arbitrária.

    Pedido de desculpas

    Neste domingo (8), o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, enviou uma carta ao chanceler brasileiro Mauro Vieira pedindo desculpas pelo ocorrido.

    No documento, o governo panamenho classificou o caso como um “incidente” ocorrido durante a aplicação de procedimentos administrativos automáticos de imigração.

    O Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o episódio até a última atualização da reportagem.

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