Os Estados Unidos estariam prontos para executar um possível ataque contra o Irã já neste sábado (21), embora a decisão final ainda não tenha sido tomada pelo presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pela emissora norte-americana CBS News.
Em declaração feita nessa quarta-feira (18), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Washington possui “muitos motivos” que poderiam justificar uma eventual ofensiva, diante da recente escalada de tensões com Teerã.
As falas ocorreram um dia após uma nova rodada de negociações entre os dois países, realizada em Genebra, na Suíça. Retomadas no início do mês, as conversas concentram-se no programa nuclear iraniano, considerado pelos norte-americanos — assim como por Israel — uma ameaça à segurança internacional.
No centro dos impasses está o enriquecimento de urânio promovido pelo governo iraniano, prática que o regime do aiatolá Ali Khamenei considera um direito soberano. Além disso, Washington também pressiona por restrições ao programa de mísseis balísticos do Irã e critica o apoio de Teerã a grupos regionais contrários a Israel.
De acordo com fontes ouvidas pela CBS News, o planejamento militar para um possível ataque já estaria concluído, embora a data da operação possa ser alterada e não esteja necessariamente limitada a este fim de semana. Nos bastidores da Casa Branca, a decisão envolve cálculos sobre o risco de escalada no Oriente Médio, possíveis retaliações iranianas e os impactos políticos internos e externos.
Como medida preventiva, o Pentágono iniciou a retirada temporária de parte de seu efetivo no Oriente Médio. Militares estão sendo deslocados para a Europa ou retornando aos Estados Unidos, em meio ao temor de uma resposta iraniana caso a ofensiva seja autorizada. Autoridades ressaltam que esse tipo de movimentação é comum em momentos de tensão e não representa, por si só, a confirmação de um ataque iminente.
Enquanto as negociações seguem sem um desfecho definitivo, Trump mantém a pressão sobre Teerã ao sinalizar a possibilidade de uso do poderio militar norte-americano como instrumento de influência nas tratativas.

