O dirigente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), ex-presidente do PT da Capital, Marcelo Nascimento, que atualmente é secretário de direitos humanos do Estado de Alagoas, avaliou o cenário eleitoral do partido no estado e defendeu a necessidade de autocrítica em relação à estratégia adotada na disputa ao Senado.
Segundo Nascimento, embora a atual direção estadual do PT, presidida pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros, tenha avançado na articulação de lideranças com viabilidade eleitoral para a composição das chapas proporcionais da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), houve equívocos que precisam ser reconhecidos. “O diálogo tem avançado, mas é necessário fazer uma autocrítica sobre a pré-candidatura ao Senado”, afirmou.
Em janeiro, a cinco meses do pleito, o deputado federal Paulão desistiu da pré-candidatura ao Senado e optou pela reeleição à Câmara dos Deputados. Para Marcelo Nascimento, o fator tempo é decisivo em disputas proporcionais, especialmente no campo da esquerda. “Candidaturas à reeleição precisam ser lançadas com antecedência”, avaliou.
O dirigente também destacou que a formação da chapa de deputado federal não é responsabilidade exclusiva da direção estadual da federação. Segundo ele, parlamentares com mandato têm papel estratégico na articulação com lideranças de potencial eleitoral. A ampliação da bancada do PT na Câmara Federal, com a reeleição de Paulão e Daniel Barbosa, fortalece o partido em Alagoas e o governo do presidente Lula. Nesse contexto, já foram formalizados convites ao deputado federal Daniel Barbosa, à vereadora Silvana Barbosa e à ex-deputada federal Tereza Nelma.
Em relação à chapa de deputado estadual, Nascimento afirmou que o grupo está praticamente definido e projeta a conquista de até três cadeiras na Assembleia Legislativa de Alagoas. O cenário é resultado de articulações iniciadas com antecedência pelos deputados estaduais Sílvio Camelo (PV) e Ronaldo Medeiros (PT).
Por fim, Marcelo Nascimento ressaltou que a estratégia do PT em Alagoas é garantir um palanque sólido para o presidente Lula, reunindo forças políticas da esquerda ao centro, além de fortalecer o bloco liderado pelo MDB, que disputará o governo do Estado e ampliar as bancadas estadual e federal da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB).

