A Câmara dos Deputados do Brasil instalou, nesta quarta-feira (11), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para o ano legislativo de 2026 e elegeu a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir o colegiado. Ela foi escolhida com 11 votos e se torna a primeira mulher trans a comandar a comissão.
Em seu primeiro mandato na Câmara, Erika Hilton também marcou a história nas eleições de 2022 ao se tornar a primeira mulher negra trans eleita deputada federal no país.
Entre as propostas apresentadas na atual legislatura, a parlamentar é autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, modelo que prevê seis dias de trabalho para um de descanso.
Em entrevista ao portal Metrópoles, a deputada afirmou que sua gestão terá como prioridade acelerar a tramitação de projetos voltados à proteção de mulheres e meninas. Ela também destacou a necessidade de enfrentar a disseminação de conteúdos misóginos nas redes sociais, incluindo os chamados discursos “Red Pill”.
Segundo a parlamentar, temas como violência digital, uso de inteligência artificial e a circulação de conteúdos manipulados — como os chamados deepnudes — também estarão entre as pautas prioritárias da comissão.
Erika Hilton afirmou ainda que sua eleição simboliza a ampliação da representatividade dentro do espaço político.
“Mulheres trans também podem representar o conjunto das mulheres. A minha gestão tratará de todas, não será uma presidência enviesada que priorize apenas um tema. Será uma gestão democrática e plural”, declarou.

