Retomar os estudos após a maternidade se tornou parte da trajetória da estudante Willia Vitória de Souza Pimentel, do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas. Mãe de Annika, de 7 anos, e Alec, de 1 ano, ela precisou reorganizar a rotina acadêmica para conciliar a formação universitária com os cuidados com os filhos.
Depois de tirar licença-maternidade em 2024 para o nascimento do filho mais novo, Vitória retornou à universidade precisando repor estágios e reorganizar o cronograma acadêmico para concluir o curso ainda neste mês de maio. Segundo a estudante, seguir na graduação sempre esteve ligado ao desejo de oferecer melhores condições de vida para a família e também de servir como exemplo para os filhos.
A universitária contou que a rotina exigiu planejamento constante e uma grande rede de apoio. Ela destacou que sair de casa para estudar envolvia diversos ajustes diários, mas afirmou que nunca enxergou esse processo apenas como dificuldade. Vitória ressaltou ainda o apoio recebido da coordenação do curso, professores, equipe de estágio e familiares, como mãe, avó, sogros e marido.
Entre os momentos mais marcantes da trajetória, um episódio envolvendo a filha mais velha ganhou significado especial. Ao ver o jaleco da mãe, Annika vestiu a peça e disse que gostaria de ter um igual quando crescesse. Para Vitória, a cena simboliza toda a caminhada construída ao longo da graduação.
A relação entre maternidade e universidade também aparece na história da estudante de Fonoaudiologia Gabriela Ferro de Alcântara, do 7º período da Uncisal. Ela divide o ambiente acadêmico com a mãe, Shirley Ferro Gomes de Alcântara, servidora do Centro de Patologia e Medicina Laboratorial da instituição. Segundo Gabriela, a presença da mãe no cotidiano universitário funciona como uma rede de apoio constante.
Durante a convivência dentro da universidade, situações simples acabaram fortalecendo ainda mais os laços entre mãe e filha. Gabriela relembrou um dia em que perdeu o horário do almoço por causa de problemas no transporte e encontrou a mãe esperando com uma marmita pronta.
Já Shirley destacou que acompanhar de perto o desenvolvimento acadêmico da filha tornou a universidade ainda mais significativa em sua rotina. Para Gabriela, a definição da relação é direta: “Mainha é meu maior apoio. É quem perde o sono para eu poder descansar, quem corre para eu caminhar”.

