Empresas vinculadas a sete ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somam cerca de R$ 79 milhões em débitos inscritos na dívida ativa da União. O levantamento considerou dados da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e envolve pendências tributárias e não tributárias.
Entre os integrantes do primeiro escalão, o maior volume está relacionado a empresas das quais participa o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. Outras pastas mencionadas são Transportes, Portos e Aeroportos, Turismo, Previdência Social, Meio Ambiente e Comunicações. Ao todo, a Esplanada dos Ministérios conta com 38 titulares.
As dívidas incluem impostos, contribuições previdenciárias ao INSS, valores referentes ao FGTS e multas trabalhistas. A PGFN não detalha, nos registros públicos, as razões específicas para a inscrição dos débitos.
Procurados, alguns ministérios informaram que as pendências estão sendo renegociadas ou são alvo de contestação administrativa e judicial. Em outros casos, as pastas afirmaram que os débitos já foram quitados ou que os ministros não tinham conhecimento prévio das cobranças e adotaram providências após serem informados.
Os negócios citados no levantamento atuam em diferentes segmentos, como comunicação, educação, agropecuária e transporte de cargas.

