Nunca tantos atores dividiram o palco de uma eleição a prefeito de Maceió quanto agora.
Já no primeiro turno, Davi Davino Filho roubou a atenção da plateia, que – era a expectativa – deveria acompanhar as atuações de JHC e Alfredo Gaspar. A estes estava destinado o protagonismo da campanha antes mesmo de ela começar.
Por muito pouco, Davi Filho deixou de passar para a fase seguinte. Arrisco dizer que ele tivesse chegado ao segundo turno carregaria a condição de favorito na votação final, graças ao brilhante trabalho do seu marketing político/eleitoral e da competente performance que apresentou.
Mas, então, já havia no centro do palco, junto aos principais opositores, dois outros personagens que vieram para ficar no guia eleitoral – e nas ruas – do candidato do MDB: Renan Filho e Rui Palmeira.
Em vários programas, os dois ocuparam tanto tempo de televisão – e rádio – quando Alfredo Gaspar, no fim do primeiro turno e em boa parte do segundo.
A estratégia política – e de marketing – da campanha foi se consolidando, o que tornou a disputa do segundo turno em um plebiscito sobre os governos de Renan Filho e de Rui Palmeira.
Se, ao final, se mostrar correta a decisão de dividir por três o proscênio do placo emedebista, mérito vai para o comando político e de propaganda da campanha.
Se, ao contrário, a estratégia se mostrar equivocada, não se pode culpar o marketing – mas quem paga por ele.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

