Presidente da AMA participou da abertura do 14º Fórum Extraordinário da Undime/AL, realizado em Maceió
Na abertura do Fórum Extraordinário e Encontro Interestadual da Undime Alagoas e Sergipe, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão, defendeu com firmeza que a educação inclusiva não é um privilégio, mas um direito fundamental de todos.
“Educação inclusiva é direito e equidade. É o compromisso de reconhecer as diferenças e garantir que ninguém fique para trás na educação”, afirmou Beltrão aos participantes. Para ele, o verdadeiro desafio não está em colocar todos no mesmo patamar, mas em construir caminhos distintos que levem cada estudante à excelência.
Um fórum de peso
O evento, que tem como tema central “A Educação Inclusiva como Direito: gestão, prática pedagógica e compromisso com a equidade na Educação Especial”, reúne o 14º Fórum Extraordinário da Undime/AL e o 4º Encontro Interestadual da Undime Alagoas e Sergipe. As atividades acontecem no Centro de Convenções, em Maceió, com programação estendida até esta quinta-feira, 30, incluindo oficinas temáticas, conferências e exposições de produtos e serviços de instituições educacionais parceiras.
Homenagens e reconhecimento
A abertura também marcou o Dia Nacional da Educação com a entrega da Menção Honrosa Paulo Freire a personalidades que transformaram a educação em missão de vida. Entre os homenageados estiveram gestores públicos, ex-reitores da UFAL, dirigentes municipais de educação e personalidades ligadas à justiça e à defesa dos direitos fundamentais.
“São personalidades e instituições que se destacam na implantação de políticas educacionais, na consolidação e na defesa de uma educação inclusiva e equitativa”, destacou o presidente da Undime/AL e DME de Feliz Deserto, Djalma Barros, ao entregar as homenagens.
Debate nacional em pauta
O professor Djalma Barros ressaltou que o fórum coloca em evidência a política nacional de educação inclusiva, com debates que tocam nos marcos legais e nas garantias de direitos sem discriminação.
“Seguiremos com debates de suma importância e relevância, como a importância das avaliações no contexto das deficiências intelectuais, a formação de professores para a educação inclusiva — reconhecendo que não há inclusão sem investimentos na formação — e o desenvolvimento profissional e a gestão municipal com foco na organização da rede, no planejamento e na garantia do acesso, permanência e aprendizagem”, declarou.
O presidente da Undime/SE e DME de Estância, João Luiz Dória, também destacou a importância do tema. “Dialoga com tudo aquilo que temos vivenciado na gestão: a educação inclusiva como um direito. Não é simples, mas é extremamente importante para que possamos avançar. Trabalhar com inclusão tem sido desafiador, mas gratificante — exige muito da gestão, do aperfeiçoamento da equipe técnica e da ampliação da capacidade de atendimento. É um momento muito importante dos dirigentes de Sergipe e Alagoas”, afirmou.
Programação
A conferência magna da abertura abordou a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, instituída pelos Decretos nº 12.668/2025 e 12.773/2025, que garantem o direito à educação sem discriminação para o público da Educação Especial. A sessão contou com a secretária Zara Figueiredo na mediação e com Djalma Barros na presidência.
A representante do MEC trouxe ao debate questões específicas da educação especial: a formação dos profissionais, a necessidade de ampliar a oferta em salas regulares e o enfrentamento dos desafios cotidianos. “Um evento como este, que traz exatamente quem faz a educação lá na ponta, é muito importante para o MEC. Nós apresentamos nossa concepção de educação inclusiva e, ao mesmo tempo, trazemos os programas que ajudam as redes a enfrentar esses desafios para que tenhamos, efetivamente, inclusão”, afirmou.
Paralelamente às conferências, os participantes tomam parte em oficinas temáticas pré-definidas, enquanto mesas-redondas com mediadores discutem temas que dialogam diretamente com a realidade da gestão educacional.

