Banner
Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    domingo, 12 abril
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    ANUNCIE
    • INÍCIO
    • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    • BRASIL
    • CIDADES
    • CULTURA
    • ECONOMIA
    • ESPORTE
    • MUNDO
    • Municípios
    • Política
    • SAÚDE
    • Turismo
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Deficiência de ferro na gravidez pode afetar o desenvolvimento sexual do feto, aponta estudo japonês
    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Deficiência de ferro na gravidez pode afetar o desenvolvimento sexual do feto, aponta estudo japonês

    Foto: reprodução.

    Pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, descobriram que a deficiência grave de ferro durante a gestação pode alterar o desenvolvimento sexual de embriões. O estudo, publicado na revista Nature na última semana, revelou que alguns camundongos geneticamente machos (com cromossomos XY) desenvolveram características femininas e até ovários completamente formados quando suas mães foram submetidas a uma dieta com baixos níveis de ferro.

    A pesquisa, liderada pelo biólogo Makoto Tachibana, é a primeira a demonstrar que fatores não genéticos podem interferir diretamente na determinação do sexo biológico, até então, considerada quase exclusivamente genética. Em mamíferos, o sexo é determinado principalmente pela presença ou ausência do gene Sry, localizado no cromossomo Y. Esse gene desencadeia a formação dos testículos nas primeiras semanas de desenvolvimento. Quando inativo ou ausente, o organismo segue naturalmente para o desenvolvimento de ovários.

    Durante os testes, os cientistas alimentaram camundongos com uma dieta deficiente em ferro por um mês antes da gestação e por duas semanas durante a gravidez. Os resultados mostraram que a deficiência reduziu os níveis celulares de ferro em 60%, o suficiente para silenciar o gene Sry em um momento crítico do desenvolvimento fetal.

    Como consequência, 6 de 39 embriões geneticamente masculinos desenvolveram ovários em vez de testículos, e um deles apresentou uma condição intersexo, com um ovário e um testículo. Resultados semelhantes surgiram em um segundo experimento, no qual as mães receberam medicamentos que eliminam ferro do organismo: 5 de 72 embriões XY também desenvolveram órgãos sexuais femininos.

    Apesar dos achados surpreendentes, Tachibana alerta que ainda não se sabe se um processo semelhante poderia ocorrer em humanos. “Este é um primeiro passo importante, mas precisamos de muito mais pesquisa para entender os mecanismos envolvidos”, afirmou.

    Os cientistas destacam que, embora não haja evidência direta da mesma resposta em humanos, o estudo reforça a importância da reposição adequada de ferro durante a gestação. A deficiência de ferro é comum em mulheres grávidas e pode ter implicações muito além da saúde materna, inclusive sobre o desenvolvimento do feto.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    © 2026 Direitos reservados Politica Alagoana. Desenvolvido por MOBOX TECNOLOGIA

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.