O acúmulo de lixo em diversos bairros de Maceió passou a ser acompanhado oficialmente pela Defensoria Pública de Alagoas após moradores formalizarem denúncias sobre os transtornos gerados pela falta de recolhimento regular dos resíduos sólidos. Diante do cenário de abandono em algumas vias, a instituição enviou notificações para a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) e para as empresas terceirizadas responsáveis pela execução do serviço na capital, Viambiental e Naturalle Tratamento de Resíduos.
De acordo com os relatos enviados pelas comunidades afetadas ao órgão de controle, as montanhas de lixo espalhadas pelas calçadas têm provocado mau cheiro insuportável, proliferação acelerada de insetos e roedores, além de gerar extrema preocupação com os riscos iminentes à saúde pública. O defensor público Othoniel Pinheiro, coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, ressaltou que o saneamento e a destinação correta de resíduos configuram serviços públicos essenciais que não podem sofrer interrupções ou apresentar falhas prolongadas.
A Defensoria Pública estipulou um prazo de cinco dias úteis para que o município e as concessionárias prestem esclarecimentos detalhados sobre as providências emergenciais adotadas e apresentem um cronograma definitivo de regularização da coleta. O órgão pontuou que continuará fiscalizando de perto as ruas da capital alagoana e não descarta o ajuizamento de ações na Justiça caso o problema persista nos próximos dias.

