O ano de 2026 começou com uma notícia amarga para os servidores municipais de Boca da Mata, na Zona da Mata de Alagoas. Através do decreto nº 1136, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (5), o prefeito Bruno Feijó Teixeira determinou medidas drásticas de austeridade, incluindo a suspensão imediata do pagamento de funções gratificadas e a rescisão unilateral de todos os contratos temporários, o que resulta na demissão sumária desses profissionais.
A decisão atinge em cheio a Administração Direta, autarquias e fundações públicas do município. Além do fim dos contratos, o decreto extingue vantagens de natureza semelhante concedidas pelo Executivo, gerando um clima de incerteza nas repartições públicas logo após o período de festas de final de ano.
Como justificativa para o “facão”, o prefeito alegou a necessidade urgente de uma reorganização administrativa, financeira e orçamentária. Bruno Feijó defende que as medidas são fundamentais para promover um controle mais rígido da força de trabalho e adequar as despesas com pessoal aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), visando o equilíbrio das contas públicas para o exercício que se inicia.
A medida pegou muitos funcionários de surpresa, especialmente aqueles que atuam em serviços essenciais e aguardavam a renovação de seus vínculos. O impacto social das demissões em massa e o possível comprometimento do atendimento à população nos próximos dias devem pautar os debates na Câmara de Vereadores de Boca da Mata nesta semana. Sindicatos da categoria já se mobilizam para analisar a legalidade das rescisões unilaterais.

