Em 2018, quando Bolsonaro foi eleito presidente da República, o Centrão, de Arthur Lira, era o símbolo maior da velha política, do “toma lá dá cá”, que seria varrida do território nacional.
Eis que nas últimas semanas, o nome do agora presidente da Câmara Federal vem sendo “democraticamente” defendido pelos bolsonaristas, que o veem como um aliado de primeira hora, que se converteu à nova política.
Pura bobagem!
Arthur Lira continua sendo o que sempre foi – nem pior nem melhor do que era em 2018. Se alguém mudou, não foi ele – embora eu ache que todos continuam sendo o que já eram.
O discurso do “novo” sumiu de há muito, da turma do Palácio do Planalto, a começar pela defenestração do ex-ministro Moro, símbolo da “moralidade” pública – o que ele nunca foi, e está fartamente provado.
O ex-juiz foi substituído no coração dos bolsonaristas mais apaixonados pelo deputado federal do PP. Graças, ressalte-se- à amizade de infância com o presidente, porque os seus seguidores entendem como verdade apenas aquilo que Bolsonaro diz – mesmo que ele mude de opinião a cada dia.
O velho culto à personalidade se mostra tão vivo quanto sempre foi na sociedade brasileira. Isso tem nome.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

