O relatório alternativo apresentado pela base governista na CPMI do INSS, em contraponto ao parecer do relator alagoano Alfredo Gaspar (União Brasil), solicita o aprofundamento das investigações contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O documento associa o mandato de Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, a uma suposta tolerância institucional com o Banco Master, destacando que a transferência de controle da instituição foi aprovada pela autarquia em outubro de 2019, meses após o economista assumir o cargo.
A verdade é que o Banco Master sempre contou com a atípica simpatia do Banco Central. Essa tolerância institucional acabou na saída de Roberto Campos Neto. O saldo para a sociedade brasileira e para a credibilidade do Banco Central, contudo, foi negativo, registraram os parlamentares no texto. O relatório governista aponta que, sob a gestão de Campos Neto, o número de contratos de cartão de crédito consignado do Banco Master saltou de apenas nove em 2021 para mais de 3,1 milhões em 2024, um crescimento considerado alarmante pelos membros da comissão.
O documento também cita que ex-diretores do Banco Central nomeados por Campos Neto, como Paulo Sérgio Neves de Sousa e Belline Santana, são investigados pela Controladoria Geral da União (CGU) por suspeita de atuarem como consultores de Vorcaro. Diante desses indícios, o grupo governista encaminhou o nome de Roberto Campos Neto à Polícia Federal para apuração de responsabilidades. A base governista no colegiado contou com nomes de peso, como os senadores Randolfe Rodrigues, Jaques Wagner e Humberto Costa, além dos deputados Paulo Pimenta, Alencar Santana e Rogério Correia.

