O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, afirmou à coluna que o Congresso Nacional deve tentar prorrogar os trabalhos da comissão, atualmente previstos para encerramento em março.
De acordo com Gaspar, os integrantes da CPMI não descartam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso não consigam garantir a prorrogação após o recesso parlamentar.
“Temos muita coisa a fazer e sabemos que a pressão para não prorrogar os trabalhos será grande. Pode acontecer, inclusive, de acionarmos o Supremo para assegurar a prorrogação, porque existem todos os elementos que a justificam”, declarou o parlamentar.
O foco principal da comissão, segundo Gaspar, continua sendo a convocação do filho do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Embora a segunda fase da CPMI esteja concentrada na apuração de irregularidades envolvendo empréstimos consignados, o relator reforça que a investigação sobre o entorno do chefe do Palácio do Planalto deve ser mantida.
“Não há como ofuscar esse ponto. Estamos tratando de duas situações distintas e igualmente graves, uma delas no entorno do gabinete presidencial”, afirmou. Por outro lado, integrantes do governo avaliam que Lula pode deixar de ser o centro da CPMI após o avanço das investigações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master.

