Os Correios postergaram R$ 3,7 bilhões em pagamentos a fornecedores, tributos federais e entidades vinculadas à própria estatal. A informação consta em um relatório interno de análise financeira que aponta dificuldades na saúde econômica da empresa.
Segundo o documento, a estatal vem enfrentando sucessivas crises econômico-financeiras e opera com fluxo de caixa negativo. Como medida para preservar a liquidez, foi criado em junho um Comitê Executivo de Contingência, subordinado à presidência dos Correios, que passou a adotar a postergação planejada de desembolsos.
Entre os valores adiados estão R$ 1,44 bilhão referentes ao INSS patronal, R$ 732 milhões destinados a fornecedores, R$ 545 milhões à Postal Saúde, R$ 457 milhões de PIS/Cofins, R$ 346 milhões ligados ao programa Remessa Conforme e R$ 135 milhões ao fundo de pensão Postalis.
O relatório indica que a estratégia busca manter o funcionamento da empresa diante do cenário financeiro adverso.

