A deputada estadual Cibele Moura apresentou, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), uma Indicação solicitando ao governador do Estado, ao secretário de Estado da Saúde e à secretária de Estado da Primeira Infância a implantação de uma estratégia estadual de busca ativa e acompanhamento pós-parto voltada a adolescentes mães.
A proposta tem como objetivo garantir que jovens que se tornam mães recebam acompanhamento contínuo após o nascimento do bebê, especialmente no primeiro ano de vida da criança, período considerado fundamental para o desenvolvimento infantil e para a reorganização da vida da adolescente.
De acordo com a parlamentar, a gravidez na adolescência ainda representa um dos principais desafios sociais e de saúde pública em Alagoas. Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), do Ministério da Saúde, apontam que o estado registra número significativo de nascimentos de mães entre 10 e 19 anos, sobretudo em municípios do interior e em áreas de maior vulnerabilidade social.
Segundo Cibele Moura, embora o pré-natal e o parto recebam acompanhamento estruturado no Sistema Único de Saúde (SUS), muitas adolescentes deixam de ser acompanhadas após a alta hospitalar.
“Após o nascimento do bebê, muitas dessas jovens acabam se tornando invisíveis para a rede pública. Sem acompanhamento adequado, aumenta o risco de evasão escolar, nova gravidez precoce, sofrimento emocional e dificuldades no cuidado com a criança”, destacou a deputada.
A Indicação propõe que o Estado implemente uma estratégia de identificação e busca ativa dessas adolescentes por meio das equipes da Atenção Primária à Saúde, em articulação com a rede de assistência social. A ideia é garantir acompanhamento regular, orientação sobre saúde, acesso a métodos contraceptivos, apoio psicológico e fortalecimento do vínculo com a escola.
A proposta também prevê integração entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Estado da Primeira Infância para organizar o fluxo de atendimento e registrar as ações de acompanhamento realizadas.
“Experiências em outros estados mostram que o acompanhamento intensivo de mães adolescentes no pós-parto, especialmente nos primeiros 12 meses, ajuda a romper ciclos de vulnerabilidade social, reduz a reincidência de gravidez precoce e melhora as condições de desenvolvimento das crianças”, explicou Cibele.
Para a parlamentar, a medida representa uma ação de grande impacto social e baixo custo para o poder público.
“Investir no cuidado dessas jovens mães é investir no futuro de duas gerações: da adolescente e do seu filho. É uma política que fortalece a primeira infância e amplia oportunidades para essas meninas”, afirmou.

