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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Castro critica governo Lula e diz que Rio está “sozinho” no combate ao crime organizado
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    Castro critica governo Lula e diz que Rio está “sozinho” no combate ao crime organizado

    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (28) que o estado está “sozinho” no enfrentamento ao crime organizado, durante explicações sobre a operação nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em mais de 60 mortes. 

    Em declaração, o governador fluminense comparou a atuação atual com a de anos anteriores: “Em 2010, o Brasil inteiro viu um trabalho de integração, e hoje o Rio está sozinho”. 

    Durante o encontro com a imprensa, representantes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), da Polícia Militar e do governo estadual detalharam a operação — considerada a mais letal da história fluminense. 

    Castro mencionou que não solicitou apoio federal para esta ação específica, citando três pedidos anteriores para utilização de blindados que teriam sido negados. “Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, declarou. 

    Questionado, o governador confirmou que, diante das negativas prévias, não requereu suporte para a megaoperação desta terça-feira, classificando-a como “a maior da história do RJ”. 

    Sobre a atuação estadual, Castro afirmou: “O estado está fazendo a sua parte, sim, mas, quando se fala em exceder — exceder inclusive as nossas competências —, já era para haver um trabalho de integração muito maior com as Forças Federais, o que, neste momento, não está acontecendo”. 

    Resposta do governo federal

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu nota após as declarações do governador, defendendo que tem atendido às solicitações do estado. 

    Segundo o comunicado, “O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual. Desde 2023, foram 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense. Todas acatadas”. 

    Dados da operação 

    Até a última atualização, 64 pessoas haviam falecido durante a ação — entre elas, quatro policiais. 

    De acordo com a PCERJ, os mortos são suspeitos de integrarem a facção Comando Vermelho e teriam recebido as equipes de segurança com disparos de armas de fogo. 

    Andamento da ação

    Na madrugada desta terça (28), moradores das comunidades envolvidas relataram terem sido acordados por sons de tiros e barricadas em chamas. 

    Cerca de 2,5 mil agentes de segurança atuaram nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, na ofensiva contra a facção criminosa. 

    A operação cumpriu 51 mandados de prisão contra traficantes que atuam no Complexo da Penha e contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMERJ).

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