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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Casos de convulsão crescem 7,7% em Alagoas nos últimos dois anos; veja como agir em emergências
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    Casos de convulsão crescem 7,7% em Alagoas nos últimos dois anos; veja como agir em emergências

    O número de atendimentos por convulsão em Alagoas apresentou um crescimento de 7,7% entre 2024 e 2025. Dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apontam que os registros passaram de 1.816 ocorrências, em 2024, para 1.956 no ano passado.

    As convulsões são provocadas por descargas elétricas anormais no cérebro e podem se manifestar por contrações musculares involuntárias, tremores, rigidez, movimentos repetitivos e perda ou alteração da consciência. Em alguns casos, também podem ocorrer olhar fixo, desorientação, salivação excessiva, lábios arroxeados e liberação involuntária dos esfíncteres.

    Após a crise, é comum que a pessoa apresente confusão mental, cansaço intenso, dor de cabeça e até amnésia em relação ao episódio. Apesar de assustador, o quadro tem tratamento e, com acompanhamento médico adequado, é possível manter uma vida ativa e produtiva.

    O coordenador-geral do Samu em Alagoas, Mac Douglas, reforça a importância de a população saber como agir enquanto o socorro especializado não chega. Segundo ele, após acionar o Samu pelo número 192, a orientação é deitar a pessoa em um local seguro, colocá-la de lado, afastar objetos que possam causar ferimentos e nunca colocar nada na boca ou tentar conter os movimentos durante a crise.

    “O Samu conta com equipes de motolância, Unidades de Suporte Básico (USB) e, quando necessário, Unidades de Suporte Avançado (USA – UTI Móvel), com profissionais capacitados para estabilizar o paciente no local e encaminhá-lo à unidade de saúde mais adequada”, explica.

    Outro ponto fundamental é observar a duração da crise e suas características, repassando essas informações à Central de Regulação das Urgências (CRU), o que contribui para o envio da equipe mais apropriada ao atendimento.

    A busca por ajuda imediata é indispensável, especialmente em situações como a primeira convulsão da pessoa, crises com duração superior a cinco minutos, ausência de recuperação da consciência, dificuldade respiratória ou ocorrência de novas crises antes da recuperação completa.

    Para o coordenador do Samu, investigar a causa da convulsão é essencial para garantir qualidade de vida ao paciente. “Com diagnóstico correto e tratamento contínuo, muitas pessoas conseguem controlar o quadro e viver normalmente”, afirma.

    Diante do aumento dos casos, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de conscientização da população sobre os primeiros socorros e a importância do acompanhamento neurológico. Embora grave em determinados contextos, a convulsão pode ser bem controlada quando há cuidado adequado e seguimento médico regular.

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