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    Home»BRASIL»Caso Maria Daniela: Réu segue foragido, mas processo por estupro e tentativa de feminicídio avança na Justiça alagoana
    BRASIL

    Caso Maria Daniela: Réu segue foragido, mas processo por estupro e tentativa de feminicídio avança na Justiça alagoana

    2026-02-24T08:30:47-03:000000004728202602

    A prisão de Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, segue sendo aguardada com expectativa em Alagoas. Investigado por estupro e tentativa de homicídio contra Maria Daniela Ferreira Alves, que tinha 19 anos à época dos fatos, ele está foragido desde dezembro de 2024, quando o crime foi registrado. Apesar disso, a ação penal continua tramitando normalmente.

    Nessa segunda-feira (23), o Ministério Público do Estado de Alagoas participou de audiência de instrução destinada à oitiva de testemunhas. A sessão contou com a presença do promotor de Justiça Lucas Mascarenhas e da assistente de acusação. Foram ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além da própria vítima, enquanto o réu, mesmo intimado, não compareceu para depor.

    Encerrada a fase de depoimentos, o processo avança para o momento em que as partes podem requerer diligências complementares, caso considerem necessário para o esclarecimento dos fatos. Após essa etapa, serão apresentadas as alegações finais, antes de o caso ser encaminhado ao juiz responsável pela sentença.

    Segundo o Ministério Público, os autos passarão por análise detalhada para verificar a necessidade de novas providências. Concluída essa fase, o trâmite seguirá para as manifestações finais das partes e, posteriormente, para decisão judicial.

    De acordo com a denúncia, no dia 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar, Maria Daniela foi atacada em uma chácara na zona rural de Coité do Nóia. A jovem teria sido estuprada e vítima de tentativa de feminicídio por asfixia, permanecendo em coma por cinco dias e enfrentando, desde então, graves sequelas.

    À época, o Ministério Público sustentou que o crime foi premeditado. Exames toxicológicos apontaram a presença de substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina no sangue da vítima, medicamentos de uso controlado e efeito sedativo. A acusação afirma que o suspeito teria dopado a jovem para impedir qualquer reação.

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