O julgamento sobre a morte do menino Henry Borel foi suspenso nesta segunda feira (25) no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, antes mesmo do início da oitiva das testemunhas. O ex vereador Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe da criança, sentam no banco dos réus pelo crime ocorrido em março de 2021. A sessão foi interrompida no fim da tarde pela juíza Elizabeth Machado Louro após a análise de mais de 23 requerimentos apresentados pela defesa de Jairinho, todos negados. Os trabalhos serão retomados na manhã de terça feira (26).
Durante a sessão, os advogados do ex parlamentar utilizaram cerca de uma hora e meia para expor os pedidos, que incluíam tentativas de anulação parcial e total do júri. Para o Ministério Público do Rio de Janeiro e para o juízo, as solicitações foram interpretadas como manobras defensivas para atrasar o andamento do processo. Entre os pleitos rejeitados, a defesa pedia que Monique fosse interrogada antes de Jairinho, sob a alegação de que ela teria assumido um papel de acusadora ao relatar a participação do ex vereador no crime.
Ao negar a inversão, a magistrada Elizabeth Machado Louro explicou que cabe ao juízo analisar provas e não fazer exercícios de futurologia sobre a influência no júri, mantendo a ordem processual prevista. As demais alegações apresentadas pelos advogados de defesa também foram integralmente rejeitadas sob o argumento de que os temas já haviam sido avaliados em etapas anteriores ou estavam fora do momento adequado, sendo considerados juridicamente preclusos.

