A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei após ter comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma etapa do Circuito Mundial, no fim do ano passado. De acordo com o jornalista Juca Kfouri, em publicação no UOL, a punição foi aplicada por “conduta antiesportiva”, o que impedirá a atleta de disputar a primeira etapa da temporada 2026.
A confirmação da suspensão foi feita pelo portal ge, que entrou em contato com a equipe da jogadora. Embora tenham confirmado a decisão, os representantes preferiram não comentar o caso. Em nota, a FIVB informou que ainda cabe recurso.
O episódio ocorreu em 23 de novembro do ano passado, logo após Carol conquistar a medalha de bronze no Mundial realizado na Austrália, ao lado de Rebecca Cavalcanti. O resultado garantiu à dupla recém-formada a liderança no ranking mundial de vôlei de praia. Ainda em quadra, durante entrevista à organização do torneio, a atleta se manifestou sobre a prisão de Bolsonaro, ocorrida na véspera da partida.
Conforme relatado por Juca Kfouri, a entidade máxima do vôlei baseou a punição no Artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar, que classifica como conduta antiesportiva atitudes como insultos, gestos ou linguagem ofensiva, além de comportamentos que possam trazer descrédito ao esporte ou à instituição.
Com isso, Carol ficará fora do Beach Pro Tour Elite 16, etapa que abre a temporada de 2026 e será disputada entre 11 e 15 de março, em João Pessoa. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não se pronunciou sobre o caso até o momento.

