A ministra Cármen Lúcia, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, anunciou nessa quinta-feira (9) que deixará o comando da Corte antes do prazo previsto, antecipando a sucessão que ocorreria até 3 de junho. A decisão prevê o início já na próxima semana do processo de escolha dos novos dirigentes.
Durante sessão, a ministra explicou que a medida tem como objetivo garantir maior estabilidade administrativa às vésperas das eleições de 2026. Segundo ela, mudanças muito próximas ao pleito podem prejudicar a organização e a transparência do processo eleitoral.
A eleição simbólica para presidente e vice-presidente do TSE foi marcada para terça-feira (14). Na prática, os cargos devem ser ocupados pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente. Após a votação, será definida a data da posse e o início da transição.
Nunes Marques ficará responsável por conduzir o tribunal durante as eleições gerais de 2026, sendo a primeira vez que um magistrado indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumirá a presidência da Corte Eleitoral. A função do presidente do TSE é central, abrangendo desde o registro de candidaturas até a divulgação dos resultados oficiais. Cármen destacou que a antecipação permitirá que os novos dirigentes organizem suas equipes e estratégias com mais tempo e segurança.

