O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesse domingo (22) que o Partido Liberal estaria “organizado” para atacar diretamente os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi uma reação a críticas internas e a publicações envolvendo integrantes da legenda.
A manifestação ocorreu após fala de Pablo Almeida (PL-MG), vereador de Belo Horizonte e ex-assessor do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Almeida compartilhou um trecho de vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em que ele afirma: “pode prender meu pai aí, lamento”, o que acirrou o racha entre aliados de Nikolas e de Eduardo dentro do partido.
Ao comentar o episódio, Carlos declarou que as críticas extrapolam o campo do debate legítimo. Segundo ele, há uma tentativa interna de desgastar o nome de quem, em sua visão, foi responsável pelo crescimento da sigla, referindo-se ao ex-presidente.
Em tom mais duro, o filho 02 de Bolsonaro afirmou que o assunto será tratado de forma “séria e direta”. Ele também mencionou que Jair Bolsonaro está preso e sugeriu que o momento estaria sendo explorado de forma oportunista por correligionários.
No vídeo compartilhado por Pablo Almeida, Eduardo Bolsonaro — que está nos Estados Unidos e tem feito articulações políticas no exterior — afirma que a eventual prisão do pai poderia representar uma condenação severa. A publicação provocou reações imediatas entre parlamentares e apoiadores bolsonaristas.
Entre os que criticaram a postagem esteve o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ele acusou o vereador mineiro de ter feito uma montagem para atacar Eduardo e utilizou termos contundentes ao se referir ao episódio.
A troca de acusações teve início após comentário de Frias sobre declaração de Nikolas Ferreira. Depois de visitar Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília, Nikolas afirmou que Eduardo “não está bem”, diante das críticas que vinha recebendo.
A fala do deputado mineiro foi resposta a declarações anteriores de Eduardo, que criticou Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Segundo Eduardo, ambos estariam “jogando o mesmo jogo” e ignorando o papel do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível nome do clã para a Presidência.
Por sua vez, Nikolas rebateu as acusações, negou “amnésia” e afirmou que o momento exige foco na situação do ex-presidente. Ele também defendeu Michelle Bolsonaro, destacando o papel dela como esposa e mãe, e disse não querer alimentar divergências internas enquanto, segundo ele, o grupo enfrenta desafios políticos e jurídicos.

