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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Canetas emagrecedoras sem registro expõem pacientes a riscos graves
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    Canetas emagrecedoras sem registro expõem pacientes a riscos graves

    2026-01-21T11:01:27-03:000000002731202601

    O uso de versões irregulares de medicamentos injetáveis para emagrecimento, popularmente conhecidas como “Mounjaro do Paraguai”, tem se espalhado pelo Brasil, gerando um alerta significativo para a saúde pública. Essas canetas são vendidas no mercado paralelo, sem registro na Anvisa, sem prescrição médica e sem qualquer garantia quanto à composição, dose ou segurança.

    De acordo com o médico Djairo Araújo, especialista em Nutrologia e Medicina Esportiva, o perigo vai além da ilegalidade. “Muitos pacientes acreditam estar usando a mesma medicação, apenas mais barata. Isso é um erro perigoso. Não existe equivalência segura entre um medicamento aprovado e uma substância sem controle sanitário”, afirma.

    Medicamentos como tirzepatida e semaglutida passaram por anos de estudos clínicos rigorosos antes de serem aprovados por agências regulatórias como FDA, EMA e Anvisa. Em contraste, as versões clandestinas não oferecem garantias de pureza, esterilidade, armazenamento adequado ou ausência de contaminantes — fatores críticos em medicamentos injetáveis.

    Entre os riscos mais graves associados ao uso dessas canetas irregulares estão infecções locais e sistêmicas, reações alérgicas intensas, hipoglicemia, náuseas e vômitos persistentes, desidratação, pancreatite, falha terapêutica e interações medicamentosas perigosas.

    A Anvisa exige testes de qualidade, estudos clínicos e rastreabilidade dos lotes justamente para proteger a população. “Nada disso existe no mercado paralelo. Quando algo dá errado, não há como identificar a origem do problema ou interromper a circulação do produto”, explica Araújo. Apreensões recentes da Receita Federal e da Polícia Federal mostram a dimensão do problema, mas, do ponto de vista médico, o maior risco é o biológico e metabólico imposto ao paciente. “O maior risco não é ser pego com um produto ilegal, e sim sofrer uma complicação grave por algo que nunca deveria ter sido injetado no corpo”, reforça.

    Especialistas enfatizam que o tratamento da obesidade deve ser feito com acompanhamento médico, exames laboratoriais e prescrição adequada. “Medicamentos modernos são ferramentas importantes, mas fora da ciência e da regulação, não são tratamento — são aposta”, conclui o especialista.

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