A pandemia trouxe a saúde pública para o centro das prioridades em Alagoas e nas eleições deste ano dois candidatos do governo surfam nos resultados alcançados na era Renan Filho (MDB) e um, na oposição, identifica que os serviços em hospitais e unidades de pronto-atendimento ainda precisam facilitar o acesso e tratar melhor as pessoas. No lado do governo são candidatos usando a saúde como bandeira: o vice-governador José Wanderley Neto (MDB) e o ex-secretário Estadual de Saúde Alexandre Ayres. Ambos para a Assembleia Legislativa.
Na oposição, o deputado Davi Davino Filho (PP) disputa o Senado. De comum entre os dois lados: mais atenção para a saúde mesmo após a pandemia. Área novamente desafiada agora com a varíola dos macacos. Chama a atenção que os três são praticamente vozes isoladas e exclusivas no assunto, apesar das pesquisas apontarem que a saúde encabeça a lista de exigências dos eleitores. E atrai votos. Davi Davino Filho por exemplo ficou na terceira colocação na disputa à Prefeitura de Maceió em 2020. E sua promessa de campanha – implantação de clínicas especializadas – está agora no radar de Paulo Dantas que é oposição ao grupo de Davi.
Médico cardiologista e amigo de décadas do senador Renan Calheiros (MDB), José Wanderley Neto acumula 20 mil cirurgias, foi secretário de Saúde nogoverno Divaldo Suruagy, vicegovernador de Teotonio Vilela Filho e atual vice de Paulo Dantas. Hugo, filho de Wanderley, é prefeito de Cacimbinhas e presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). A defesa de Wanderley é a mesma desde o início da profissão médica há 50 anos: um sistema de saúde público e gratuito, daí financiado pelo governo, o que existe no SUS, porém ele é subfinanciado. Alexandre Ayres é filho de Cláudio Ayres, urologista, que foi vereador de Marechal Deodoro e irmão do atual prefeito da cidade Cláudio Filho, o Cacau.
Assumiu a saúde estadual após duas operações da Polícia Federal (detalhes mais abaixo). Logo depois, veio a pandemia e o desafio de abrir novos leitos hospitalares em tempo recorde, estratégia que evitou cenas como as vistas no Amazonas: falta de oxigênio, superlotação e corpos enterrados em valas coletivas. A tática, se for eleito, é insistir em novos hospitais, mais unidades de pronto atendimento e principalmente preencher o vazio deixado pelas prefeituras na atenção básica. Vazio, segundo argumenta, causado pelo apertado orçamento das cidades, maioria quase exclusivamente dependente dos cofres federais.
Fonte – Extra
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