A Câmara dos Deputados prevê receber apenas em maio de 2027 dois prédios residenciais reformados para moradia de parlamentares. O investimento, estimado em R$ 100 milhões, resultará na entrega de 96 novas unidades habitacionais e tem como objetivo reduzir gastos com o auxílio-moradia.
Segundo a própria Câmara, a economia anual com o corte parcial do benefício deve girar em torno de R$ 5 milhões, o que significa que o valor investido na reforma só seria compensado após cerca de 20 anos. Ainda assim, a redução não será suficiente para eliminar totalmente os gastos com o auxílio.
No último ano, a Casa desembolsou mais de R$ 7 milhões com auxílio-moradia. Criado na década de 1970 como uma medida temporária, o benefício existe porque o número de imóveis funcionais não supre a demanda: atualmente há 399 unidades habitáveis para um total de 531 deputados.
Os parlamentares que não conseguem um apartamento funcional recebem R$ 4,2 mil mensais para custear aluguel, valor que pode ser complementado com mais R$ 4 mil da cota parlamentar. Mesmo com as novas unidades, o déficit habitacional não deve ser totalmente resolvido.
Localizados na SQN 202, a cerca de 5 quilômetros do Congresso, os dois prédios passam por reforma há mais de um ano. O projeto prevê dividir imóveis grandes em apartamentos menores e também busca valorizar os imóveis, reduzir custos de manutenção e solucionar problemas estruturais que geravam reclamações na região.

