O Brasil avançou cinco posições no ranking mundial de liberdade de imprensa divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e, pela primeira vez, superou os Estados Unidos na classificação.
Com a melhora, o país passou a ocupar o 52º lugar, enquanto os EUA caíram sete posições, ficando na 64ª colocação.
Avanço brasileiro na contramão do continente
Segundo o relatório, o desempenho do Brasil vai na direção oposta à tendência observada nas Américas. A região, de forma geral, tem enfrentado queda nos indicadores de liberdade de imprensa, marcada principalmente por:
- Violência ligada ao crime organizado
- Pressões e ataques vindos de agentes políticos
Mesmo com a recuperação recente, o documento aponta que o cenário ainda exige atenção.
Queda dos Estados Unidos
No caso dos EUA, a RSF atribui parte da piora a episódios envolvendo tensão entre governo e imprensa. Entre os fatores citados estão críticas recorrentes de lideranças políticas a jornalistas e casos envolvendo profissionais da mídia durante coberturas de protestos.
Cenário global é o pior em 25 anos
O levantamento também destaca um dado preocupante: a liberdade de imprensa no mundo atingiu o nível mais baixo em 25 anos.
O ranking avalia 180 países com base em cinco critérios:
- Contexto político
- Estrutura legal
- Ambiente econômico
- Aspectos socioculturais
- Segurança dos jornalistas
Destaques do ranking
- 1º lugar: Noruega (líder há 10 anos)
- Último lugar: Eritreia
- Maior avanço recente: Síria (apesar de ainda estar em posição considerada grave)
O relatório reforça que, apesar de avanços pontuais, o cenário global segue desafiador, com impactos diretos no acesso à informação e no funcionamento das democracias.

